Voltei!
Parecia que nunca voltaria novamente para esse blog. Parecia que as palavras eram como rios em um deserto: escassos, mas me senti impelido novamente a escrever, nao para um publico ou para ter sucesso, mas para mim mesmo, como um memorial que no futuro me servira de base.
Depois de Angola muita coisa aconteceu... e uma delas foi o sentimento de que nunca mais voltaria ao mundo, que minha casa seria como uma prisao para mim. Mas, Deus escreveu seu "mas" e eu estou de volta, estou nos EUA, especificamente na California e depois de um rapida passagem por Miami.
Eu noa escrevi sobre Miami porque foi um tempo para passear, de estar com pessoas queridas e de conhecer brasileiro. Aqui na California e diferente porque tenho a oportunidade de conhecer a cidade sozinho, como tambem de me conhecer. Pois e... quando vc se ver consigo mesmo e complicado. Que voce precisa buscar alguem que possa te entender e ate mesmo estar com vc. E nessa hora que vc (re)descobre Deus. Ele passa a ser seu amigo novamente, Ele passa a ser intimo seu novamente. E e nisso que eu tenho visto.
quinta-feira, 26 de junho de 2014
terça-feira, 17 de abril de 2012
Tanto tempo
Tempo...
Essa é a palavra que tem me perseguido durante um tempo. Por trás desse vocabulário existem outros significados: Mistério, dúvidas, o bom e o mal, o feliz e o triste.
Tempo em que não sei, que não posso prever, mas que estou construindo. Uma casa sem endereço, sem vizinhos, sem teto, sem parede. Mas que precisa ser construida.
Tempo que não me permitiu não escrever, viver no silêncio, sofrendo a delícia da dor.
Tempo que me silencia; tempo que me é um força impulsória para baixo e que somente eu posso controlar e ser senhor dele.
Tempo que me mantém junto mas que separa deixando marcas
Tempo que me faz esperar tempo que me faz desacreditar
Tempo que me estabiliza mas que me faz me manter na corda bamba da vida.
Tempo que é tempo
Essa é a palavra que tem me perseguido durante um tempo. Por trás desse vocabulário existem outros significados: Mistério, dúvidas, o bom e o mal, o feliz e o triste.
Tempo em que não sei, que não posso prever, mas que estou construindo. Uma casa sem endereço, sem vizinhos, sem teto, sem parede. Mas que precisa ser construida.
Tempo que não me permitiu não escrever, viver no silêncio, sofrendo a delícia da dor.
Tempo que me silencia; tempo que me é um força impulsória para baixo e que somente eu posso controlar e ser senhor dele.
Tempo que me mantém junto mas que separa deixando marcas
Tempo que me faz esperar tempo que me faz desacreditar
Tempo que me estabiliza mas que me faz me manter na corda bamba da vida.
Tempo que é tempo
domingo, 9 de janeiro de 2011
Música
Ela sempre esteve próxima de mim, mas depois foi se afastando aos poucos como que não queria compromisso e eu não corri atrás, eu não fiz juras de amor e hoje eu sofro muito pela sua falta: a música.
Eu quero ser música
Eu quero ser música
sábado, 1 de janeiro de 2011
Será?
Estava longe um pouco do blog e confesso que senti bastante falta de escrever, de falar sobre mim porque toda vez que escrevo exerço uma catarse no qual consigo entender o que está a minha volta como a mim mesmo. A rota do universo gira e eu faço parte dela e por isso a importância de ter a consciência do meu papel só assim eu consigo entender o plano de Deus para minha vida como a parte dessa grande corpo no qual faço parte.
Eu quero começar o primeiro dia do ano voltado a fazer o que é minha paixão: escrever. Às vezes custa tempo, custa a mim, separar um tempo para poder deixar minha memória no papel e poder expor para quem quiser ler.
O ano novo chegou: fogos, alegria, branco e muita festa. Estou em Marataizes-ES e puder ver isso aproveitando a festa universal com os meus pais depois de um ano longe deles- com poucas visitas durante o ano- e com meus irmãos. Depois dos fogos, a realidade. Cada um voltou para casa e se esqueceu do branco que vestiu ou das promessas feitas há poucas horas atrás. Meus pais voltaram para o apartamento que estavam e eu continuei com os meus irmãos na praia. Fomos em direção à festa que estava rolando ao som de muita música descartável. Eu logo voltei enquanto eles permaneceram.
E no caminho pela volta vi muita mulher bonita passando (o olhar solteiro acaba ficando mais aguçado) e me deu vontade de ficar ali com os muitos caras que estavam por lá bebendo e azarando a todas elas, me deu vontade de ser um jovem qualquer, mas lembrei que não foi essa a vida que eu escolhi. Eu prefiro me guardar, esperar o tão sonhado casamento com uma linda esposa no altar. Utopia? Às vezes me parece que sim, soa sempre no seu ouvido: deixa de ser otário. Eu sinceramente não sei em qual dos dois lados está com a razão, mas em uma escolha sempre haverá dois lados.
Voltei para casa, liguei o computador e fiquei assistindo DVD e com a vontade ainda batendo no meu coração.
Há poucos dias indo para igreja com o meu pai ele me fez a seguinte pergunta: “Você acredita completamente em Deus?” o sol que estava indo e a pergunta que vinha como um vento forte. Eu fui sincero dizendo: “às vezes não”. Sim, tem momentos em que a minha incredulidade me faz acredita que Deus não está ao meu lado, de que Ele não existe ou que simplesmente não está nem aí para mim. Eu queria poder ser um daqueles super-crentes que são super em tudo. E expliquei para o meu pai o porquê: a maioria das vezes é a nossa experiência que direciona as nossas decisões e sentimentos. E eu nasci na igreja e ouvi diversos sermãos e versículos sobre quem e Deus, digo que ainda sou um aprendiz. A minha fé não vem pelos anos de igreja que tenho, mas no relacionamento que construo com Ele. Na fé não existe fórmulas ou cálculos exatos.E é exatamente nesse ponto que titubeio e na minha fraqueza não confio completamente no meu Deus. Porque fé é se esvaziar de tudo o que você tem ou formulou durante anos para que em sua mente esteja direcionada somente para a confiança de quem Deus é. Imagine a situação de um menino chamado José, o querido pelo pai que no outro dia se viu rejeitado pelos irmãos, que é vendido como escravo e após muito esforço consegue a confiança para administrar a casa de alto funcionário do reinado. Quando ele achava que estava tudo bem e que já teria uma aposentadoria como um escravo diferenciado se vê na acusação injusta e vai direto para a cadeia. Como explicar isso? Como continuar acreditar que um dia tudo será flores se na sua história a única coisa que se sente são as pedras que são lançadas sobre sua vida? Foi nesse momento que o seu conhecimento, a suas técnicas de administração do lar e o seu ciência foi por água a baixo: começar tudo do zero. Ir a uma prisão, revelar o sonho: mais uma vez decepção. Ele acreditaria que alguém que viveu e passou pelas mesmas dificuldades que a dele se lembraria facilmente para aliviar a dor de estar preso.Será que ele não pensou que Deus não estaria ao lado dele? Depois de muito tempo, muita luta, finalmente chegou a realização daquilo que nunca passou pela sua cabeça.
Da mesma forma eu acredito que tem momentos nas nossas vidas que vamos desacreditar, mas essa incredulidade durará apenas por algum tempo pois logo após vem a realização da nossa pequena fé. É na pequena fé que veremos as montanhas se moverem. E nesse momento que veremos que a fé não é uma força positiva que me dará resultados momentâneos e na hora que quero, que fé é desenvolver a confiança no Deus que eu sirvo e acreditar completamente, plenamente, indiscutivelmente que Ele é fiel.
Eu quero começar o primeiro dia do ano voltado a fazer o que é minha paixão: escrever. Às vezes custa tempo, custa a mim, separar um tempo para poder deixar minha memória no papel e poder expor para quem quiser ler.
O ano novo chegou: fogos, alegria, branco e muita festa. Estou em Marataizes-ES e puder ver isso aproveitando a festa universal com os meus pais depois de um ano longe deles- com poucas visitas durante o ano- e com meus irmãos. Depois dos fogos, a realidade. Cada um voltou para casa e se esqueceu do branco que vestiu ou das promessas feitas há poucas horas atrás. Meus pais voltaram para o apartamento que estavam e eu continuei com os meus irmãos na praia. Fomos em direção à festa que estava rolando ao som de muita música descartável. Eu logo voltei enquanto eles permaneceram.
E no caminho pela volta vi muita mulher bonita passando (o olhar solteiro acaba ficando mais aguçado) e me deu vontade de ficar ali com os muitos caras que estavam por lá bebendo e azarando a todas elas, me deu vontade de ser um jovem qualquer, mas lembrei que não foi essa a vida que eu escolhi. Eu prefiro me guardar, esperar o tão sonhado casamento com uma linda esposa no altar. Utopia? Às vezes me parece que sim, soa sempre no seu ouvido: deixa de ser otário. Eu sinceramente não sei em qual dos dois lados está com a razão, mas em uma escolha sempre haverá dois lados.
Voltei para casa, liguei o computador e fiquei assistindo DVD e com a vontade ainda batendo no meu coração.
Há poucos dias indo para igreja com o meu pai ele me fez a seguinte pergunta: “Você acredita completamente em Deus?” o sol que estava indo e a pergunta que vinha como um vento forte. Eu fui sincero dizendo: “às vezes não”. Sim, tem momentos em que a minha incredulidade me faz acredita que Deus não está ao meu lado, de que Ele não existe ou que simplesmente não está nem aí para mim. Eu queria poder ser um daqueles super-crentes que são super em tudo. E expliquei para o meu pai o porquê: a maioria das vezes é a nossa experiência que direciona as nossas decisões e sentimentos. E eu nasci na igreja e ouvi diversos sermãos e versículos sobre quem e Deus, digo que ainda sou um aprendiz. A minha fé não vem pelos anos de igreja que tenho, mas no relacionamento que construo com Ele. Na fé não existe fórmulas ou cálculos exatos.E é exatamente nesse ponto que titubeio e na minha fraqueza não confio completamente no meu Deus. Porque fé é se esvaziar de tudo o que você tem ou formulou durante anos para que em sua mente esteja direcionada somente para a confiança de quem Deus é. Imagine a situação de um menino chamado José, o querido pelo pai que no outro dia se viu rejeitado pelos irmãos, que é vendido como escravo e após muito esforço consegue a confiança para administrar a casa de alto funcionário do reinado. Quando ele achava que estava tudo bem e que já teria uma aposentadoria como um escravo diferenciado se vê na acusação injusta e vai direto para a cadeia. Como explicar isso? Como continuar acreditar que um dia tudo será flores se na sua história a única coisa que se sente são as pedras que são lançadas sobre sua vida? Foi nesse momento que o seu conhecimento, a suas técnicas de administração do lar e o seu ciência foi por água a baixo: começar tudo do zero. Ir a uma prisão, revelar o sonho: mais uma vez decepção. Ele acreditaria que alguém que viveu e passou pelas mesmas dificuldades que a dele se lembraria facilmente para aliviar a dor de estar preso.Será que ele não pensou que Deus não estaria ao lado dele? Depois de muito tempo, muita luta, finalmente chegou a realização daquilo que nunca passou pela sua cabeça.
Da mesma forma eu acredito que tem momentos nas nossas vidas que vamos desacreditar, mas essa incredulidade durará apenas por algum tempo pois logo após vem a realização da nossa pequena fé. É na pequena fé que veremos as montanhas se moverem. E nesse momento que veremos que a fé não é uma força positiva que me dará resultados momentâneos e na hora que quero, que fé é desenvolver a confiança no Deus que eu sirvo e acreditar completamente, plenamente, indiscutivelmente que Ele é fiel.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
O que o dia 25 é para mim
24/12/10
Há tempos que não sou mais fã dessa data tão festiva e que comove pessoas do mundo todo para as compras e a mesa farta. Eu digo sempre que por mim excluiria essa data do meu calendário, assim como a passagem do ano novo. Não vejo mais graça, apenas a sombra de que um dia na minha infância era uma data em que toda a minha família se reunia e junto com os meus primos e amigos disputávamos quem iria dormir mais tarde. Já um adulto o brilho se foi e tudo o que vejo são pessoas correndo de um lado para o outro comprando, se liquidando ou gastando. O problema de tudo isso é que eu também acabo entrando na dança e fazendo a mesmíssima coisa já que tenho que aproveitar os presentes dos pais e familiares e o mês que sempre tem um dinheiro extra. E de um tempo para cá Natal se está mais introspectivo do que extrovertido pois pelo menos dentro de mim, em algum lugar do meu coração, procuro encontrar o lugar da manjedoura, do que é simples, um lugar onde está o salvador, a esperança do mundo. E mesmo não evitando a comemoração coletiva ainda gosto da data, amo ver as pessoas se abraçando desejando felicidade uns aos outros. Muito da história tem se levantado sobre o passado da data; os simbolismos da árvore da natal e a adoração pagã que existia nessa data. Com isso concordo. A história não pode apagar o descomprometi mento do ser humano. Já outros dizem que a bíblia fala para se lembrar apenas da morte.Mas eu não posso deixar de comemorar a vida daquele que veio para trazer a vida. Nascimento é festa. É momento de se alegar com os que estão a volta à espera do tão sonhado filho. Se isso é para nós, devemos também transferir para o filho de Cristo. Meu sonho é que um dia a chegada do salvador se torne real para o mundo e mesmo diante dessa data tão cercada por mistério macabros se torne em uma data de lembrança e culto ao verdadeiro príncipe da paz. Não posso deixar de ver o brilho das ruas da cidade que se enfeitam, da generosidade de muitas pessoas procuram pelo menos uma vez no ano fazer caridade para quem precisa, das lindas canções que exaltam o desejado das nações, dos abraços calorosos de amigos que não vejo durante o ano, do sorriso dos que estão na rua lançando fogos e se juntando aos parentes para contar as infinitas histórias que acumularam durante o ano.
Eu não gosto (apesar de achar que esse sentimento é mutável), mas não posso deixar de me alegrar, orar, louvar e agradecer ao meu amado Jesus. De dizer: Feliz Natal, Jesus nasceu!
Há tempos que não sou mais fã dessa data tão festiva e que comove pessoas do mundo todo para as compras e a mesa farta. Eu digo sempre que por mim excluiria essa data do meu calendário, assim como a passagem do ano novo. Não vejo mais graça, apenas a sombra de que um dia na minha infância era uma data em que toda a minha família se reunia e junto com os meus primos e amigos disputávamos quem iria dormir mais tarde. Já um adulto o brilho se foi e tudo o que vejo são pessoas correndo de um lado para o outro comprando, se liquidando ou gastando. O problema de tudo isso é que eu também acabo entrando na dança e fazendo a mesmíssima coisa já que tenho que aproveitar os presentes dos pais e familiares e o mês que sempre tem um dinheiro extra. E de um tempo para cá Natal se está mais introspectivo do que extrovertido pois pelo menos dentro de mim, em algum lugar do meu coração, procuro encontrar o lugar da manjedoura, do que é simples, um lugar onde está o salvador, a esperança do mundo. E mesmo não evitando a comemoração coletiva ainda gosto da data, amo ver as pessoas se abraçando desejando felicidade uns aos outros. Muito da história tem se levantado sobre o passado da data; os simbolismos da árvore da natal e a adoração pagã que existia nessa data. Com isso concordo. A história não pode apagar o descomprometi mento do ser humano. Já outros dizem que a bíblia fala para se lembrar apenas da morte.Mas eu não posso deixar de comemorar a vida daquele que veio para trazer a vida. Nascimento é festa. É momento de se alegar com os que estão a volta à espera do tão sonhado filho. Se isso é para nós, devemos também transferir para o filho de Cristo. Meu sonho é que um dia a chegada do salvador se torne real para o mundo e mesmo diante dessa data tão cercada por mistério macabros se torne em uma data de lembrança e culto ao verdadeiro príncipe da paz. Não posso deixar de ver o brilho das ruas da cidade que se enfeitam, da generosidade de muitas pessoas procuram pelo menos uma vez no ano fazer caridade para quem precisa, das lindas canções que exaltam o desejado das nações, dos abraços calorosos de amigos que não vejo durante o ano, do sorriso dos que estão na rua lançando fogos e se juntando aos parentes para contar as infinitas histórias que acumularam durante o ano.
Eu não gosto (apesar de achar que esse sentimento é mutável), mas não posso deixar de me alegrar, orar, louvar e agradecer ao meu amado Jesus. De dizer: Feliz Natal, Jesus nasceu!
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
11/12/10 Meu silêncio
Há mais de uma semana não escrevo. Senti muita falta de escrever, mas quando ia me preparar para colocar os meus dedos na tecla do computador não conseguia, ou por falta de tempo ou simplesmente pura falta de inspiração. Os últimos dias aqui em Angola foram difíceis. A despedida não é fácil. É difícil você conviver com uma cultura, se imergir, fazer parte dela e depois abandoná-la e simplesmente se ver como um cidadão do nada até porque agora eu tenho que me readaptar a minha própria cultura. Foi penoso dar adeus às crianças, apesar de não termos feito isso com todo o grupo para que não sofrêssemos e nem elas. Os poucos que fiz foi a base de muitas lágrimas. O Geraldo quando soube que eu ia embora me abraçou fortemente e disse: “Fica conosco”. O que dizer diante do pedido de um menino. E os últimos dias foram também de muito stress já que fiquei nervoso por não conseguir fazer tudo o que tinha para fazer. Na quarta-feira, antes de partir para a Luanda, o Canenda se reuniu conosco e falou do quanto tinha sido importante a nossa estadia naquele lugar. Segundo ele, pessoas de lugares distante de onde estávamos souberam das obras sociais desenvolvidas como também do trabalho evangelístico que foi realizado na quarta-feira. Enquanto ele falava surgia na minha mente quantas pessoas que entenderam a causa desse trabalho e me apoiaram na oração e financeiramente e saber que eu não estou sozinho, mas que existem muitas pessoas por trás desse trabalho que me seguravam, me apoiavam e me mantém de pé através da oração no momento em que pensava que não iria conseguir.
No aeroporto
Quem disse que Angola quer me deixar? Depois de nove horas de estrada na ida de Lobito para Luanda e tendo que conviver com constantes paradas do ônibus para que as mulheres pudessem descer e urinar no meio da rua com apenas uma pano cobrindo as partes íntimas (isso é algo normal em Angola). Na rodoviária um pastor foi nos buscar e nos levou para casa de outro pastor, mas quem pensa que foi um trajeto fácil, não foi. O trânsito da capital é pior que São Paulo e um trajeto que levaríamos vinte minutos, levamos uma hora e meia. Chegamos às 7 da noite conversamos um pouco um pouco com o reverendo e sua esposa e logo fomos dormi já que às 4 da manhã teríamos que estar de pé já que 5:30 tínhamos que estar no guichê da TAAG para despacharmos as nossa malas e confirmarmos o vôo. Quando chegamos a aeroporto enfrentamos um enorme fila e fizemos tudo o que era necessário para ficar na espera para entrar no avião. Antes de subirmos tive que passar pela polícia e entregar o que eu tinha de Kwanza porque é proibido levar logo que fizemos isso começaram os boatos que o nosso vôo seria transferido para as 12:00 não deu 30 minutos para que o boato fosse que a aeronave só partiria às 23:30 com possibilidade só para o outro dia. Nisso começamos a ficar preocupados pois estávamos sem dinheiro para sequer almoçar. Comecei a ficar nervoso já que as funcionárias não davam uma explicação concreta e quando viam que estava nervoso, debochavam. Eu fiquei nervoso, fui a guichê e comecei a discutir com a supervisora da empresa para que ele fizesse algo por nós, já que isso é uma obrigação da empresa. Por fim, fiquei nervoso, com o corpo tremendo por dentro. Logo depois vieram e falaram para nós para não ficarmos nervosos que o certo era ir com calma para conseguir o apoio da empresa. E foi isso que fizemos, foi essa a lição que tive nessa dia: não me estressar nos momentos críticos. Eu me esqueci de provérbios que diz que a “palavra branda aplaca o furor”. Por fim às 3 da tarde depois de horas correndo de um lado para o outrouma funcionária disse que estaria nos transferindo para um hotel para passarmos a noite e nos alimentarmos. Foi um grande milagre isso já muitas pessoas que trabalham aqui há anos disseram que nunca viram a empresa realizar tal fato.
Estavamos já com os nossos corações preparados para ir a um lugar simples e que ficaríamos todos amontoados em um só quarto. Quando chegamos e para nossa surpresa, ficamos cada um em um quarto separado: ar condicionado, banheira, televisão de plama. Para quem não via isso há muito tempo era tesouro.
No aeroporto
Quem disse que Angola quer me deixar? Depois de nove horas de estrada na ida de Lobito para Luanda e tendo que conviver com constantes paradas do ônibus para que as mulheres pudessem descer e urinar no meio da rua com apenas uma pano cobrindo as partes íntimas (isso é algo normal em Angola). Na rodoviária um pastor foi nos buscar e nos levou para casa de outro pastor, mas quem pensa que foi um trajeto fácil, não foi. O trânsito da capital é pior que São Paulo e um trajeto que levaríamos vinte minutos, levamos uma hora e meia. Chegamos às 7 da noite conversamos um pouco um pouco com o reverendo e sua esposa e logo fomos dormi já que às 4 da manhã teríamos que estar de pé já que 5:30 tínhamos que estar no guichê da TAAG para despacharmos as nossa malas e confirmarmos o vôo. Quando chegamos a aeroporto enfrentamos um enorme fila e fizemos tudo o que era necessário para ficar na espera para entrar no avião. Antes de subirmos tive que passar pela polícia e entregar o que eu tinha de Kwanza porque é proibido levar logo que fizemos isso começaram os boatos que o nosso vôo seria transferido para as 12:00 não deu 30 minutos para que o boato fosse que a aeronave só partiria às 23:30 com possibilidade só para o outro dia. Nisso começamos a ficar preocupados pois estávamos sem dinheiro para sequer almoçar. Comecei a ficar nervoso já que as funcionárias não davam uma explicação concreta e quando viam que estava nervoso, debochavam. Eu fiquei nervoso, fui a guichê e comecei a discutir com a supervisora da empresa para que ele fizesse algo por nós, já que isso é uma obrigação da empresa. Por fim, fiquei nervoso, com o corpo tremendo por dentro. Logo depois vieram e falaram para nós para não ficarmos nervosos que o certo era ir com calma para conseguir o apoio da empresa. E foi isso que fizemos, foi essa a lição que tive nessa dia: não me estressar nos momentos críticos. Eu me esqueci de provérbios que diz que a “palavra branda aplaca o furor”. Por fim às 3 da tarde depois de horas correndo de um lado para o outrouma funcionária disse que estaria nos transferindo para um hotel para passarmos a noite e nos alimentarmos. Foi um grande milagre isso já muitas pessoas que trabalham aqui há anos disseram que nunca viram a empresa realizar tal fato.
Estavamos já com os nossos corações preparados para ir a um lugar simples e que ficaríamos todos amontoados em um só quarto. Quando chegamos e para nossa surpresa, ficamos cada um em um quarto separado: ar condicionado, banheira, televisão de plama. Para quem não via isso há muito tempo era tesouro.
sábado, 4 de dezembro de 2010
04/12/10 A festa
Ontem foi o dia que estávamos há um mês e meio esperando. Foi um tempo de muito trabalho, suor e dedicação de um sonho que Deus colocou em nossos corações. Nós pensávamos que seria uma coisa simples, sem festa, apenas uma peça de roupas e sem calçado, mas como diz em provérbios “ O homem faz seus projetos, mas a resposta vem do Senhor”. A resposta de Deus é sempre melhor do que a nossa e Ele sempre faz aquilo que não pensávamos ou imaginávamos. Durante essa caminhada, Deus levantou pessoas, com um coração sensível a Sua voz para nos ajudarmos. Amigos, familiares e pessoas que nem conhecíamos se levantaram para investir nesse projeto. E Deus superabundou. As doações superaram todas as nossas expectativas e com isso foi possível acrescentar alegria no coração de cada criança, com isso pudemos comprar as roupas, calçados, brinquedos, material escolar, material esportivo, doces e provavelmente compraremos um armário ou o uniforme para o ano que vem. Nos cansamos muito, corremos de um lado para outro, se esquecemos até mesmo dos nossos afazeres (roupas sujas, quarto bagunçado, dia sem folga), mas o que eu sentia em tudo isso era que o Espírito Santo estava nos guiando. Antes de vir para cá, em um dia que estávamos bem desanimado, o avô da Jessica chegou a sua casa e nos deu uma palavra dizendo que em nossas mãos existia uma chave que Deus estava nos entregando e com ela aquilo que estava fechado se abriria. E durante esse período eu pude ver a realização dessa palavra profética, em cada lugar que íamos era uma porta que se abria e víamos e sentíamos o agir de Deus em nossas mãos; algo sobrenatural. De fato nos estressamos muito, às vezes perdíamos a paciência, mas no meu coração, do André e da Jessica, sempre esteve muito claro o nosso alvo.
Ontem acordamos bem cedo e logo subimos. Eu tinha avisado às crianças que o horário de chegada seria às 10 da manhã, avisei 15 vezes, mas a ansiedade as tirou de suas casa e às 7:30 da manhã estavam todos lá. Tivemos que mandar todos de volta para casa para que não se estragasse a surpresa. E logo começamos o trabalho: mana Leta na ornamentação da sala, André com os balões e eu Jessica e mano July enchendo as bexigas. Eu perdi as contas de quantas vezes subi e desci fazendo o trajeto casa-escola. Quando deu 10 em ponto estavam todas de volta ansiosas para saber o que iria acontecer. Mesmo com todas elas penduradas ao portão para saber o que tinha para acontecer, guardávamos segredo. Acabou que atrasamos um pouco para entrar com elas pois a arrumação demorou mais do que esperávamos. Quando chegou às 12:00 colocamos todas elas na outra sala enquanto a Jessica ficava cantando com elas e fazendo brincadeiras. Todos nós se assustamos pois não abriram a boca para nada. É claro que com a presença da Jessica elas já se silenciam, mas ontem foi passou dos limites, parecia que não existia ninguém.
Às 14:00, o almoço chegou. O cardápio foi frango frito, batata frita, arroz e molho de tomate. O Marcos ficou com a responsabilidade de mandar as crianças para a sala onde iria acontecer o almoço e eu e mana Leta organizávamos. Foi interessante ver o surpreender deles quando entravam na sala: os olhos ficavam admirados com tanta coisa que viam, colocávamos sentados à mesa. Depois de todos sentados, eu fiquei colocando os alimentos no prato junto com a Mila e Marcos e outra equipe ficou servindo. O que mais fiquei admirado foi a educação com que eles comiam sem derramar nada e com os maiores ajudando os menores a comerem. Depois de almoçarem foi o momento de servir a coca-cola. Fizemos a mesma coisa com o almoço: servimos a elas. Por fim chegou o momento dos presentes. Contamos a todos que aquilo foi um presente de Deus para eles e que Ele havia tocado na vida de muitos tios e tias para comprar as prendas e dizemos que antes delas receberem era momento de agradecermos a Deus. Chamamos um menino para dirigir essa hora. Foi emocionante ele agradecendo a Deus e todos os tios que ajudaram enquanto as outras repetiam. Na hora da entrega era possível ver a alegria nos olhos deles. Cada um recebia o seu presente, um pacote com doces e um pedaço de bolo. Os brinquedos serão entregues no natal.
Eu no fim de tudo pude agradecer a Deus por um dia que ficará marcado na minha vida para sempre. Mais uma vez obrigado a você que colaborou e entendeu essa missão. Em breve estaremos postando no site da base a planilha com todos os gastos como também as notas fiscais. Que Deus te abençoe e obrigado por fazerem as crianças angolanas sorrirem.
Ontem acordamos bem cedo e logo subimos. Eu tinha avisado às crianças que o horário de chegada seria às 10 da manhã, avisei 15 vezes, mas a ansiedade as tirou de suas casa e às 7:30 da manhã estavam todos lá. Tivemos que mandar todos de volta para casa para que não se estragasse a surpresa. E logo começamos o trabalho: mana Leta na ornamentação da sala, André com os balões e eu Jessica e mano July enchendo as bexigas. Eu perdi as contas de quantas vezes subi e desci fazendo o trajeto casa-escola. Quando deu 10 em ponto estavam todas de volta ansiosas para saber o que iria acontecer. Mesmo com todas elas penduradas ao portão para saber o que tinha para acontecer, guardávamos segredo. Acabou que atrasamos um pouco para entrar com elas pois a arrumação demorou mais do que esperávamos. Quando chegou às 12:00 colocamos todas elas na outra sala enquanto a Jessica ficava cantando com elas e fazendo brincadeiras. Todos nós se assustamos pois não abriram a boca para nada. É claro que com a presença da Jessica elas já se silenciam, mas ontem foi passou dos limites, parecia que não existia ninguém.
Às 14:00, o almoço chegou. O cardápio foi frango frito, batata frita, arroz e molho de tomate. O Marcos ficou com a responsabilidade de mandar as crianças para a sala onde iria acontecer o almoço e eu e mana Leta organizávamos. Foi interessante ver o surpreender deles quando entravam na sala: os olhos ficavam admirados com tanta coisa que viam, colocávamos sentados à mesa. Depois de todos sentados, eu fiquei colocando os alimentos no prato junto com a Mila e Marcos e outra equipe ficou servindo. O que mais fiquei admirado foi a educação com que eles comiam sem derramar nada e com os maiores ajudando os menores a comerem. Depois de almoçarem foi o momento de servir a coca-cola. Fizemos a mesma coisa com o almoço: servimos a elas. Por fim chegou o momento dos presentes. Contamos a todos que aquilo foi um presente de Deus para eles e que Ele havia tocado na vida de muitos tios e tias para comprar as prendas e dizemos que antes delas receberem era momento de agradecermos a Deus. Chamamos um menino para dirigir essa hora. Foi emocionante ele agradecendo a Deus e todos os tios que ajudaram enquanto as outras repetiam. Na hora da entrega era possível ver a alegria nos olhos deles. Cada um recebia o seu presente, um pacote com doces e um pedaço de bolo. Os brinquedos serão entregues no natal.
Eu no fim de tudo pude agradecer a Deus por um dia que ficará marcado na minha vida para sempre. Mais uma vez obrigado a você que colaborou e entendeu essa missão. Em breve estaremos postando no site da base a planilha com todos os gastos como também as notas fiscais. Que Deus te abençoe e obrigado por fazerem as crianças angolanas sorrirem.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
A grande Festa
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
02/12/10- Cansado
Hoje estou sem forças até para escrever. Estou muito cansado, como dizem aqui, estou bué de cansado. Conseguimos já o açúcar refinado (aleluia!) e o bolo já está pronto. Pela manhã ficamos com as crianças, só brincamos com elas aproveitamos para fazer muita bagunça juntos. À tarde fomos ao alfaiate para fazer nossas roupas (que será típica de Angola) para a nossa formatura da ETED que acontecerá no domingo (não sabemos de nada. Tudo será surpresa).
Eu já vou. Amanhã conto detalhes do dia que será de muita alegria.
Eu já vou. Amanhã conto detalhes do dia que será de muita alegria.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
01/12/10 A procura da maizena
Hoje foi dia de correr atrás da maisena. Isso mesmo, estamos desde segunda tentando achar esse produto que é facilmente encontrando em qualquer prateleira de alguma venda no Brasil. Pela manhã tivemos que alugar um carro para comprar as coisas que faltavam. Na verdade o motivo real da nossa saída foi a maizena, mas aproveitamos a viagem para comprar o que estava em nossa lista. Tudo referente a festa de sexta já está em nossas mãos, com excessão da maisena, claro (quando eu chegar no Brasil, com toda a certeza, darei mais valor a maisena que está esquecida no armário da minha casa). Como disse o valor excedeu o que esperávamos e com agora estamos revertendo a verba em instrumento que possam dar qualidade a educação deles. Já estamos com material esportivo, material escolar para professor e hoje compramos folhas A4, cartolina, canetas e mais um monte de coisas. Engraçado que no Brasil gosto de pesquisar preços para encontrar o melhor preço. Aqui é diferente se você acha uma loja tem que aproveitar e comprar logo, pois amanhã pode não ter como encontrará muita dificuldade para encontrar uma outra. Depois de várias tentativas frustradas, eis que vejo uma venda em frente a papelaria. Enquanto André e Jessica estavam fechando a compra eu atravessei a rua e fui ver se lá existia o tesouro que tanto procurávamos e ao perguntar um português ele me olhou com cara de suspense e depois de tanta tensão e com o meu coração palpitando ele sorriu e disse: tem! Eu ganhei o dia!!! Encontrei a maisena! Depois disso ainda passamos na casa da Mana Leta (uma nova obreira que está morando aqui) para ela pegar as toalhas de mesa para a festa, ela fará toda a ornamentação para nós de graça. E na volta quando achávamos que poderíamos passar o dia comemorando pelo encontro do tesouro perdido descobrimos que temos agora outra missão: encontrar açúcar refinado. Aqui não existe! Só açúcar cristal.
À tarde foi tempo de encerramos o trabalho com as crianças da comunidade.Foi o última quarta e o tema foi a morte e ressurreição como também o momento de fazermos o apelo para quem gostaria de abrir o seu coração para Jesus morar. Levamos meia hora para fazermos tudo e para nossa surpresa muitas crianças e mães levantaram as suas mãos.
Amanhã começaremos com a correria de sexta. Teremos almoço com batata-frita, bolo e depois entregaremos os doces e os presentes. O bolo já está sendo preparado desde hoje, e como os doces e presentes já estão embrulhados, só teremos o trabalho de cortar as batatas que são muitas.
Até amanhã e com a vitória de encontrar o açúcar refinado.
À tarde foi tempo de encerramos o trabalho com as crianças da comunidade.Foi o última quarta e o tema foi a morte e ressurreição como também o momento de fazermos o apelo para quem gostaria de abrir o seu coração para Jesus morar. Levamos meia hora para fazermos tudo e para nossa surpresa muitas crianças e mães levantaram as suas mãos.
Amanhã começaremos com a correria de sexta. Teremos almoço com batata-frita, bolo e depois entregaremos os doces e os presentes. O bolo já está sendo preparado desde hoje, e como os doces e presentes já estão embrulhados, só teremos o trabalho de cortar as batatas que são muitas.
Até amanhã e com a vitória de encontrar o açúcar refinado.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
30/11/10 O que fazer?
- Fatô, o que você comeu hoje no café da manhã?
- Pão com chá
...
- Salomão, o que você comeu hoje no café da manhã?
- Funji com peixe
...
- Ezequiel, o que você comeu hoje no café da manhã?
- eu chupei açúcar
-Açúcar? Mas por que você comeu açúcar?
- Porque não tinha nada para comer hoje em casa.
Essa foi a resposta de um menino de seis anos de idade que faz parte do projeto. Depois de uma longa pausa sem ir ao projeto hoje aproveitamos o dia que estava um pouco livre para passar um tempo com eles. Depois de quase duas semanas de muita agitação para a festa de sexta-feira finalmente pudemos rever a todos. Na verdade ainda temos algumas coisas que faltam, mas hoje Jessica e André não acordaram muito bem. Estavam com dor de barriga. O André estava bem pior, mas agora já está melhor, passou a noite toda com febre.
Pela manhã foi momento de estar com as crianças. Deu para matar as saudades. Eles pularam em cima de mim e da Jessica com toda a força. Pela manhã só cantamos algumas músicas com eles o resto do tempo deixamos para eles brincarem ou então ficarem em cima de nós.
À tarde o Marcos nos sugeriu que estivéssemos um bate papo com eles, um momento de distração. Que dividíssemos em três grupos e cada um de nós ficaria responsável por um grupo, mas como o André não estava bem, acabou ficando em dois grupos. No fim, a Jessica também se sentiu mal e teve que descer e eu permaneci com eles sozinhos. Como levamos chicletes e pirulitos ficou fácil de controlar a turma. Falei um pouco do período que ficamos com eles e a missão que Deus nos deu de vir a esse país. Desde manhã já estamos preparando o coração deles para a nossa despedida, na verdade, preparando os nossos corações. A Jessica disse que quase chorou quando disse que na semana que vem voltaríamos para o Brasil e todos em uma só voz disseram: “não vai”. Toda despedida tem o seu preço.
No retorno para casa perguntei novamente ao Ezequiel o que ele comeria em casa e ele me respondeu que já estava de barriga cheia. Indaguei novamente e ele me respondeu com os olhos mirando o chão: “não tem comida na minha casa” e eu nessa hora não sabia o que responder, sem ação alguma, sem nenhum plano em mente, simplesmente um ser sem atuação alguma em frente a uma criança que não tem alimento na sua mesa. Aquilo para mim foi de cortar o coração. Depois de chegar em casa fiquei me culpando e me perguntando: “Será que sou um ser de coração frio que não consigo fazer nada por um menino?”. Questão que faremos em nossas vidas e muitas vezes faremos com as mãos atadas, com a mente esteria e com o coração seco. No fim da linha onde a vida me pergunta: “o que você vai fazer?”. E mesmo diante disso me perguntei que mesmo ajudando a um existem outros que estão na mesma situação. Como diz madre Tereza de Calcutá: “uma gota no oceano faz a diferença”. É claro que todos queremos ser um pingo de um imenso mar, mas por vezes é difícil entender que eu posso fazer diferença no mundo.
Sempre quando escrevo o fim fica por minha conta. Nesse caso eu quero deixar para você responde, o que fazer diante de tudo isso?
Em casos como esse, o que você faz?
- Pão com chá
...
- Salomão, o que você comeu hoje no café da manhã?
- Funji com peixe
...
- Ezequiel, o que você comeu hoje no café da manhã?
- eu chupei açúcar
-Açúcar? Mas por que você comeu açúcar?
- Porque não tinha nada para comer hoje em casa.
Essa foi a resposta de um menino de seis anos de idade que faz parte do projeto. Depois de uma longa pausa sem ir ao projeto hoje aproveitamos o dia que estava um pouco livre para passar um tempo com eles. Depois de quase duas semanas de muita agitação para a festa de sexta-feira finalmente pudemos rever a todos. Na verdade ainda temos algumas coisas que faltam, mas hoje Jessica e André não acordaram muito bem. Estavam com dor de barriga. O André estava bem pior, mas agora já está melhor, passou a noite toda com febre.
Pela manhã foi momento de estar com as crianças. Deu para matar as saudades. Eles pularam em cima de mim e da Jessica com toda a força. Pela manhã só cantamos algumas músicas com eles o resto do tempo deixamos para eles brincarem ou então ficarem em cima de nós.
À tarde o Marcos nos sugeriu que estivéssemos um bate papo com eles, um momento de distração. Que dividíssemos em três grupos e cada um de nós ficaria responsável por um grupo, mas como o André não estava bem, acabou ficando em dois grupos. No fim, a Jessica também se sentiu mal e teve que descer e eu permaneci com eles sozinhos. Como levamos chicletes e pirulitos ficou fácil de controlar a turma. Falei um pouco do período que ficamos com eles e a missão que Deus nos deu de vir a esse país. Desde manhã já estamos preparando o coração deles para a nossa despedida, na verdade, preparando os nossos corações. A Jessica disse que quase chorou quando disse que na semana que vem voltaríamos para o Brasil e todos em uma só voz disseram: “não vai”. Toda despedida tem o seu preço.
No retorno para casa perguntei novamente ao Ezequiel o que ele comeria em casa e ele me respondeu que já estava de barriga cheia. Indaguei novamente e ele me respondeu com os olhos mirando o chão: “não tem comida na minha casa” e eu nessa hora não sabia o que responder, sem ação alguma, sem nenhum plano em mente, simplesmente um ser sem atuação alguma em frente a uma criança que não tem alimento na sua mesa. Aquilo para mim foi de cortar o coração. Depois de chegar em casa fiquei me culpando e me perguntando: “Será que sou um ser de coração frio que não consigo fazer nada por um menino?”. Questão que faremos em nossas vidas e muitas vezes faremos com as mãos atadas, com a mente esteria e com o coração seco. No fim da linha onde a vida me pergunta: “o que você vai fazer?”. E mesmo diante disso me perguntei que mesmo ajudando a um existem outros que estão na mesma situação. Como diz madre Tereza de Calcutá: “uma gota no oceano faz a diferença”. É claro que todos queremos ser um pingo de um imenso mar, mas por vezes é difícil entender que eu posso fazer diferença no mundo.
Sempre quando escrevo o fim fica por minha conta. Nesse caso eu quero deixar para você responde, o que fazer diante de tudo isso?
Em casos como esse, o que você faz?
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
29/11/10 Encerramento da campanha
Hoje foi o último dia para recebermos as doações. Com o dinheiro que entrou já foi possível comprar boa parte do que precisávamos. Como o valor excedeu o que esperávamos, investimos em materiais esportivos e educacionais para garantir uma melhor qualidade no ensino do ano que vem.
Quero agradecer a todos que ouviram o clamor dessas crianças que necessitam de muitas coisas. Foi possível ver o carinho e a dedicação de diversas pessoas de diferentes lugares apoiando essa causa tão nobre. Chegamos a lugares que nunca imaginaríamos chegar: Mato Grosso, RJ, SP, Paraná e Minas Gerais. No exterior, Bolívia e Estados Unidos.
Pessoas fizeram muitas campanhas pessoais na internet e outros tipos. A Juliana, irmã da Jessica, por exemplo, fez aniversário na sexta e como presente pediu para todos os convidados a quantia de vinte reais para reverte ao projeto, outros fizeram campanhas com suas famílias para arrecadar fundos e igrejas divulgaram o nosso vídeo.
Obrigado a todas as pessoas que colaboraram. Só temos a dizer: "Deus te abençoe". É Ele que dará a sua recompensa no tempo certo. Você que ouviu a voz dele e obedeceu, cumpriu com a sua palavra que diz "o que fizerdes a um desses pequeninos fará também a mim". Você não fez para mim, André, Jessica ou nenhum missionário daqui, você fez isso para o Senhor.
O DIA
O dia hoje foi corrido, como sempre. Compramos o que faltava e à tarde tiramos para embalar os presentes e fazer o saquinho com os doces. Pensávamos que isso levaria dois dias, mas em uma tarde terminamos tudo, graças a Deus.
Essa semana ainda colocarei fotos do que está acontecendo por aqui.
Até mais!
Quero agradecer a todos que ouviram o clamor dessas crianças que necessitam de muitas coisas. Foi possível ver o carinho e a dedicação de diversas pessoas de diferentes lugares apoiando essa causa tão nobre. Chegamos a lugares que nunca imaginaríamos chegar: Mato Grosso, RJ, SP, Paraná e Minas Gerais. No exterior, Bolívia e Estados Unidos.
Pessoas fizeram muitas campanhas pessoais na internet e outros tipos. A Juliana, irmã da Jessica, por exemplo, fez aniversário na sexta e como presente pediu para todos os convidados a quantia de vinte reais para reverte ao projeto, outros fizeram campanhas com suas famílias para arrecadar fundos e igrejas divulgaram o nosso vídeo.
Obrigado a todas as pessoas que colaboraram. Só temos a dizer: "Deus te abençoe". É Ele que dará a sua recompensa no tempo certo. Você que ouviu a voz dele e obedeceu, cumpriu com a sua palavra que diz "o que fizerdes a um desses pequeninos fará também a mim". Você não fez para mim, André, Jessica ou nenhum missionário daqui, você fez isso para o Senhor.
O DIA
O dia hoje foi corrido, como sempre. Compramos o que faltava e à tarde tiramos para embalar os presentes e fazer o saquinho com os doces. Pensávamos que isso levaria dois dias, mas em uma tarde terminamos tudo, graças a Deus.
Essa semana ainda colocarei fotos do que está acontecendo por aqui.
Até mais!
domingo, 28 de novembro de 2010
28/11/10- EU AMO O RIO DE JANEIRO
Para tudo....
O que é isso que está acontecendo e tem sido notícia em todos os jornais do mundo? Estou aqui em Angola e já estou por dentro, em detalhes, do que está acontecendo com o Rio de Janeiro. O que estão fazendo com o meu Rio?
Trabalhei como professor no Complexo do Alemão por quase dois anos. Lá conheci muitas pessoas especiais, gente de bem e que lutam para conseguir um lugar ao sol no tão competitivo mercado de trabalho e que queria ser visto pela sociedade como cidadãos. E me preocupo eu longe e não saber como estão, se a segurança está presentes em seus lares ou se as crianças estão sendo protegidas.
Essa semana meu irmão teve um livramento muito grande. Um rapaz que passou por ele na porta em uma agência do Detran, dois segundos depois, caiu morto no chão e mais duas pessoas ficaram feridas por uma bala perdida. Parece que uma guerra se instalou no meu país. Só ouço falar em polícia, exército, armas e tiros.
Teremos paz por um momento, mas o que acontecerá com as crianças e adolescentes que estão à margem da sociedade e suscetíveis a uma vida ao crime? Se nada fizerem outros se levantaram em favor do crime. Eu creio, falo e levanto a bandeira de que a educação é a maior arma para a transformação do homem. Uma sociedade não se faz de armas, mas de escolas, livros e educação.
A semana
Eu não tenho forças para escrever no blog. Os nossos dias têm sido corridos e essa semana o ritmo aumentará. Às vezes chego, tomo banho e vou dormir de tão cansado que estou. A última semana nem tive tempo para estar com as crianças. De vez em quando uma ou outra aparece por aqui, mas não é a mesma coisa do que estar com todos ao meu redor.
Hoje fomos a uma igreja batista, voltamos e eu fui direto para cama e dormi até o almoço e depois disso fui direto para a máquina lavar as minhas roupas, no fim da tarde reunião para saber o que fazer durante a semana, agora, à noite, estou aqui escrevendo.
Como disse amanhã é dia de sair para comprar o que falta para a festa. E aqui você tem que estar a todo o momento atento. Na sexta quando íamos em direção a van para nos levar a outra província quase fomos assaltados. Na hora que chegamos vieram dois em minha direção e da Jessica e tentaram abrir as nossas bolsas. Como coloquei a bolsa na minha frente eu pude ver a ação do gatuno que tentou abrir a minha mala e aproveitei para dar um tapão nele e a Jessica também logo percebeu a ação do ladrão e conseguiu evitar o roubo. Mesmo dentro do carro, pela janela, um tentou puxar o celular da mão da Jessica, mas, graças a Deus, teve a ação frustrada.
E as compras? Fizemos tudo nas lojas dos chineses. Por falar nisso a minha teoria cada vez se confirma: eles estão tentando dominar o planeta terra! No Brasil o número é grande, aqui em Angola vieram de mala e cuia. Todos foram simpáticos e nos deram bons descontos na hora da compra.
Amanhã sairemos bem cedo pois ainda falta algumas coisas para complementar a festa. O problema que não veremos as crianças e eu estou morrendo de saudade delas.
O que é isso que está acontecendo e tem sido notícia em todos os jornais do mundo? Estou aqui em Angola e já estou por dentro, em detalhes, do que está acontecendo com o Rio de Janeiro. O que estão fazendo com o meu Rio?
Trabalhei como professor no Complexo do Alemão por quase dois anos. Lá conheci muitas pessoas especiais, gente de bem e que lutam para conseguir um lugar ao sol no tão competitivo mercado de trabalho e que queria ser visto pela sociedade como cidadãos. E me preocupo eu longe e não saber como estão, se a segurança está presentes em seus lares ou se as crianças estão sendo protegidas.
Essa semana meu irmão teve um livramento muito grande. Um rapaz que passou por ele na porta em uma agência do Detran, dois segundos depois, caiu morto no chão e mais duas pessoas ficaram feridas por uma bala perdida. Parece que uma guerra se instalou no meu país. Só ouço falar em polícia, exército, armas e tiros.
Teremos paz por um momento, mas o que acontecerá com as crianças e adolescentes que estão à margem da sociedade e suscetíveis a uma vida ao crime? Se nada fizerem outros se levantaram em favor do crime. Eu creio, falo e levanto a bandeira de que a educação é a maior arma para a transformação do homem. Uma sociedade não se faz de armas, mas de escolas, livros e educação.
A semana
Eu não tenho forças para escrever no blog. Os nossos dias têm sido corridos e essa semana o ritmo aumentará. Às vezes chego, tomo banho e vou dormir de tão cansado que estou. A última semana nem tive tempo para estar com as crianças. De vez em quando uma ou outra aparece por aqui, mas não é a mesma coisa do que estar com todos ao meu redor.
Hoje fomos a uma igreja batista, voltamos e eu fui direto para cama e dormi até o almoço e depois disso fui direto para a máquina lavar as minhas roupas, no fim da tarde reunião para saber o que fazer durante a semana, agora, à noite, estou aqui escrevendo.
Como disse amanhã é dia de sair para comprar o que falta para a festa. E aqui você tem que estar a todo o momento atento. Na sexta quando íamos em direção a van para nos levar a outra província quase fomos assaltados. Na hora que chegamos vieram dois em minha direção e da Jessica e tentaram abrir as nossas bolsas. Como coloquei a bolsa na minha frente eu pude ver a ação do gatuno que tentou abrir a minha mala e aproveitei para dar um tapão nele e a Jessica também logo percebeu a ação do ladrão e conseguiu evitar o roubo. Mesmo dentro do carro, pela janela, um tentou puxar o celular da mão da Jessica, mas, graças a Deus, teve a ação frustrada.
E as compras? Fizemos tudo nas lojas dos chineses. Por falar nisso a minha teoria cada vez se confirma: eles estão tentando dominar o planeta terra! No Brasil o número é grande, aqui em Angola vieram de mala e cuia. Todos foram simpáticos e nos deram bons descontos na hora da compra.
Amanhã sairemos bem cedo pois ainda falta algumas coisas para complementar a festa. O problema que não veremos as crianças e eu estou morrendo de saudade delas.
sábado, 27 de novembro de 2010
27/11/10- Dia para descansar
O dia hoje era para trabalhar. Por conta de toda a correria estou sem lavar roupas e o quarto está uma bagunças, mas o Marcos fez um convite irrecusável: ir a praia. E hoje não fomos a praia que estávamos acostumados a ir e sim em uma praia paradisíaca chamada ilha azul.
Amanhã conto como foi.
Amanhã conto como foi.
26/11/10- Dia de compras
Como tem sido intensos os nossos dias. Hoje foi um dia de muito stress, correria e satisfação por tudo sair além do que planejamos. Como a campanha fecha na segunda, com o dinheiro que já temos em mãos estamos comprando o material para a festa das crianças. Deus nos abençoou de tal maneira que de inicio só compraríamos as roupas sem os calçados. Hoje compramos as roupas, calçados, brinquedo e ainda iremos fazer uma festa para encerrar o ano letivo.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
25/11/10- Na atividade
O dia hoje foi repleto de atividades. Ficamos o dia todo fora para comprar os presente para a festa de fim de ano. Já vimos tudo e amanhã novamente sairemos cedo para que o fim de semana seja trabalhando para embrulhar e organizar tudo para a sexta que vem.
Já vou... que amanhã acordo cedo.
Já vou... que amanhã acordo cedo.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
24/11/10
Eu nunca tinha visto tanta chuva cair do céu de Benguela. Hoje o dia amanheceu com aquele gostinho de ficar mais tempo na cama e acordar bem tarde, mas aqui não posso descansar e logo às 6:30 da manhã o Marcos estava a bater na porta e nos perguntando se havíamos se esquecido do horário da oração. Eu logo levantei e estava preparado para a oração. Mesmo na intercessão o tempo estava nublado e com a ameaça de que o dia seria de chuva e frio o que poderia comprometer o trabalho com as crianças da comunidade à tarde. Logo a Viviane nos disse que não era para se preocupar que o tempo aqui não é como no Brasil. E era verdade. Duas horas depois as nuvens se recolheram e sol chegou, como se nada houvesse acontecido, trazendo calor. Durante a manhã separamos para preparar os últimos detalhes de como seria no evangelismo. Preparamos tudo e eu acabei virando cobaia da Jessica que testou em mim como ficaria a maquiagem para que eu usasse no momento em que contaria história.
Tenho sentido um enorme frio na barriga como também estado triste. Essa temporada já está acabando e dentro de poucos dias retorno para o meu país. Dia 10 de dezembro estarei indo para São Paulo e depois seguirei para a minha cidade. Eu queria pegar um vôo que fosse direto para o Rio de Janeiro, mas por conta do fim do ano todas as vagas já estão preenchidas. O Marcos e a Viviane já estão se reunindo conosco para resolvermos os últimos detalhes: a festa do projeto “faça sorrir”e a nossa formatura da ETED (pra quem não sabe estou no prático da Escola de treinamento e discipulado) que acontecerá no próximo dia 5 de novembro. Agora tudo se resumirá em correria já que amanhã acordaremos cedo para ir fazer as compras da festa e as roupas das crianças.
O trabalho com as crianças foi ótimo. Hoje falamos sobre a vida de Jesus e na semana que vem estaremos fechando com a sua morte e ressurreição. Ontem também tivemos a visita de um pastor já que aqui não existe igreja para que possamos encaminhar as pessoas e ele se comprometeu de conversar com os obreiros da sua igreja e começar um trabalho aqui.
Agora vou para a cama. Estou muito cansado. Até amanhã.
Tenho sentido um enorme frio na barriga como também estado triste. Essa temporada já está acabando e dentro de poucos dias retorno para o meu país. Dia 10 de dezembro estarei indo para São Paulo e depois seguirei para a minha cidade. Eu queria pegar um vôo que fosse direto para o Rio de Janeiro, mas por conta do fim do ano todas as vagas já estão preenchidas. O Marcos e a Viviane já estão se reunindo conosco para resolvermos os últimos detalhes: a festa do projeto “faça sorrir”e a nossa formatura da ETED (pra quem não sabe estou no prático da Escola de treinamento e discipulado) que acontecerá no próximo dia 5 de novembro. Agora tudo se resumirá em correria já que amanhã acordaremos cedo para ir fazer as compras da festa e as roupas das crianças.
O trabalho com as crianças foi ótimo. Hoje falamos sobre a vida de Jesus e na semana que vem estaremos fechando com a sua morte e ressurreição. Ontem também tivemos a visita de um pastor já que aqui não existe igreja para que possamos encaminhar as pessoas e ele se comprometeu de conversar com os obreiros da sua igreja e começar um trabalho aqui.
Agora vou para a cama. Estou muito cansado. Até amanhã.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
23/11/10
Desde que estava em Huambo comecei a pensar sobre esse tema. Eu nunca tinha parado para festejar a minha salvação, saber que Deus é comigo e com Ele irei morar eternamente, saber que tenho o consolo do Espírito Santo como também uma missão diante dele. Eu jamais tinha refletido nisso e agora eu começo a me emancipar das situações que me rodeavam e que podiam me “influenciar” a essa decisão, mas do que nunca agora eu sei que seguir a Cristo é uma decisão completamente pessoal e singular. Eu fiz a minha.
Salvação é arrependimento, independente da história do que você fez. Se isso me fez rejeitar o meu passado e correr para Cristo é tempo de festejar, me alegrar e saber que Ele é o meu juiz e que por mim não posso fazer nada.
Salvação não é troca. É liberdade. Segundo a teoria básica de Freud as pessoas não abrem mão das coisas, não jogam nada fora, mas, sim, efetuam substituições, trocam uma coisa por outra. Freud está certo, mas como toda regra existe uma exceção: Cristo . Ser salvo é deixar para trás o velho homem e não substituir por outros vícios ou enganos nem mesmo usar a religiosidade como uma mascará onde ninguém poderá ver quem se encontra atrás. É nada mais que ser livre e gozar das correntes desatadas. É essa a salvação que quero me alegrar a que está bem a minha frente e que posso desfrutar, acordar a cada manhã e agradecer com todo o meu coração que Ele me tirou da escuridão e que Ele está comigo sempre.
Dê valor a isso. Não jogue fora esse tesouro e pelo menos hoje diga: “obrigado por morrer por mim, obrigado pela salvação”.
E para você que nunca viveu isso, reconheça e viva o que há de melhor.
Eu sempre achava que era salvo por nascer em um lar cristão e por me manter politicamente correto diante da sociedade, mas isso nunca foi e nem será nada porque “diante de Deus não há sabedoria, nem pensamento, nem conselho” (Pv. 22:30). Não é pela minha justiça, pela inteligência ou dinheiro que conquistarei.Israel não tomou a terra prometida por sua justiça, mas pela justiça de Deus (Dt 9:6). Viver nessa condição não garante um nome escrito no livro da vida. Existe no Brasil um termo que se chama “uso capiau” é quando uma pessoa passa a morar em um lugar que não tem dono. Após anos pagando os impostos, em determinados casos, a lei garante a propriedade sendo da pessoa que morou por lá. Eu vejo que muitas pessoas querem alcançar a Deus por “uso capão”: indo a igreja, participando das reuniões, fazendo parte de um ministério brilhante. Ah, quantas vezes eu me enganei. Outra coisa que muitas vezes nos iludimos é que achamos que a salvação tem que vir de um testemunho de envolvimento com drogas, prostituição ou algum tema que faça você ter um “tristemunho” que arrancará suspiro de todos no domingo à noite.
Salvação não é troca. É liberdade. Segundo a teoria básica de Freud as pessoas não abrem mão das coisas, não jogam nada fora, mas, sim, efetuam substituições, trocam uma coisa por outra. Freud está certo, mas como toda regra existe uma exceção: Cristo . Ser salvo é deixar para trás o velho homem e não substituir por outros vícios ou enganos nem mesmo usar a religiosidade como uma mascará onde ninguém poderá ver quem se encontra atrás. É nada mais que ser livre e gozar das correntes desatadas. É essa a salvação que quero me alegrar a que está bem a minha frente e que posso desfrutar, acordar a cada manhã e agradecer com todo o meu coração que Ele me tirou da escuridão e que Ele está comigo sempre.
Salvação é escolha. Não é a situação que escolhe Jesus; sou eu. Até mesmo diante da morte só um que estava ao lado da cruz que reconheceu quem Jesus era, o outro preferiu usar de sarcasmo para o Messias que estava ao seu lado. Um ganhou a promessa do paraíso, outro não. Não foi o fato de estarem condenados que o reconheceram. Não foi a emoção. Foi através da razão e da verdade de quem cada um era e merecia. Um sabia que merecia a morte outro achava que merecia a “salvação”.
Salvação é saber que não estou sozinho: Ele está comigo e estará comigo onde eu estiver.
E na cruz que quero enxergar que foi lá que a minha salvação estava. Quero reconhecer o sacrifício de Jesus na Cruz. Me humilhar que Jesus morreu por mim. Me alegrar que ele ressuscitou por minha causa.
E para você que nunca viveu isso, reconheça e viva o que há de melhor.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
22/11/10 - "Fardos e fotos"
21/11/10- Parte II
Huambo, cenário da guerra política, considerada no tempo da colonização a capital de intelectualidade e hoje uma cidade sendo reconstruída que tenta se reerguer dos efeitos colaterais que a guerra trouxe: casas destruídas, canhões abandonados no meio da rua e pessoas reerguendo as suas vidas. Boa parte da guerra se passou por aqui. A casa de um dos líderes da UNITA estava aqui e sua morte de ocorreu aqui quando a MPLA invadiu a sua residência e antes que o prendesse ele se matou. Após esse fato o país começaria um tempo de liberdade que se encontra até hoje. Estamos hospedados em uma base da JOCUM que é liderada por dois brasileiros, Ismael e Sibele, que foram pioneiros nesse país, que sofreram a perseguição da guerra e hoje colhem, alegremente, os frutos que semearam.
Ontem foi um dia em que passamos boa parte do nosso tempo na base. Saímos pela manhã para fazer compras para a festa que terá hoje à noite. Foi interessante notar a diferença com Lobito, Huambo apesar de toda a destruição da guerra ainda mantém um cenário urbano. A tarde acontece aqui um trabalho com as crianças da comunidade e nós três ficamos responsáveis pela direção como também pela história. Vivemos um tempo muito bom com as crianças daqui que são completamente diferentes das nossas crianças. Inclusive eu estava pensando que todo lugar que vamos Deus sempre nos direciona para os pequeninos.
Hoje foi dia de igreja. Fomos a Igreja Baptista Nova Jerusalém. O culto foi uma benção com muitos corais que cantavam um mais lindo que o outro. A noite será de festa já que teremos uma noite de gala onde seremos os únicos diferentes já que não trouxemos as roupas que o festejo pede.
Ontem foi um dia em que passamos boa parte do nosso tempo na base. Saímos pela manhã para fazer compras para a festa que terá hoje à noite. Foi interessante notar a diferença com Lobito, Huambo apesar de toda a destruição da guerra ainda mantém um cenário urbano. A tarde acontece aqui um trabalho com as crianças da comunidade e nós três ficamos responsáveis pela direção como também pela história. Vivemos um tempo muito bom com as crianças daqui que são completamente diferentes das nossas crianças. Inclusive eu estava pensando que todo lugar que vamos Deus sempre nos direciona para os pequeninos.
Hoje foi dia de igreja. Fomos a Igreja Baptista Nova Jerusalém. O culto foi uma benção com muitos corais que cantavam um mais lindo que o outro. A noite será de festa já que teremos uma noite de gala onde seremos os únicos diferentes já que não trouxemos as roupas que o festejo pede.
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