terça-feira, 24 de agosto de 2010

A geracao de Caim

Eu sou repsonsavel por essa pessoa?
Essa e a pergunta da geracao de Caim. De pessoas que se eximen de suas responsabilidades e cuidam apenas de si mesmo. Essa e a geracao do "fast food", da comida rapida apenas para saciar a sua vontade e a fome momentanea.
O egoismo nos faz olharmos para si mesmos,para o meu prazer. Caim queria ter o beneficio de ser aceito por Deus e na verdade foi recusado por sua oferta. Isso o fez ignorar o seu irmao, a sua vitoria e a sua conquista. O egoismo o levou o seu irmao para a morte.
Morte do seu irmao, morte de si mesmo.
Caim matou a si mesmo,os seus designos, a sua honra. Matou o seu irmao. Matou a sua geracao e a do seu irmao.
No castelo que construi do meu egoismo, pensei em mim mesmo. Pensei somente na minha oferta. Me esqueci que o sacrificio e apenas um. Somos igreja, corpo de Cristo. E o Senhor vem para buscar a sua noiva, unica. Ele nao vem para buscar A ou B, sua responsabilidade e sua vinda esta por apenas um proposito. Sua noiva. Tenho que entender que o sacrificio do meu irmao deve tambem ser o meu sacrificio. O meu sacrificio deve beneficiar o meu irmao tambem.
Me alegrar com os que se alegram, chorar com os que choram. Significa com pedras construir um altar com o Senhor. E se unir com Labao e fazer um pacto de comunhao onde o Senhor e o Juiz no meio de dois.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Minha amada aonde está você?
Eu espero ansiosamente pelo nosso abraço
Sinto o seu perfume pelo corredor
A sua presença pela pelas ruas da cidade
Minha boca espera gritar eu te amo
sentir, beijar acariciar
Vem logo, não me deixe esperando
Porque sofro estando só
Sozinho sem te ter
Tendo apenas o amor como certeza
Sem te ver
Amor sem cor
sem rosto, apenas na dor
Vendo apenas a esperança
como certeza.

sábado, 5 de junho de 2010

Olá queridos,
Em primeiro lugar quero agradecer pelos emails, ofertas e orações que tem sido feitas ao meu favor. Cada ato de amor tem sido importante nessa batalha.
Essa semana quero compartilhar com vocês o trabalho que temos feito aqui na base com as crianças e adolescentes no qual chamamos de clubinho. Como todos sabem, aqui na base de segunda a sexta abrimos as portas para que a comunidade tenha aulas de esportes, reforço escolar e outras atividades especificas feitas exclusivamente para elas. Na verdade esse trabalho tem sido um instrumento para levarmos o evangelho da paz. No relacionamento que fazemos com eles os meninos a meninas nos relatam os problemas que tem vivido em casa: abusadas sexualmente, espancadas pelos seus pais, algumas com crises de identidade, outras que são obrigadas a viver como um adulto. Fico pensando como será essa realidade em Angola...
Na terça-feira estava auxiliando nas aulas de reforço escolar. Um menino de 15 anos compartilhou comigo que seu pai o batia e humilhava todos os dias. Ele não conseguia se desenvolver mais na escola, onde o seu desempenho caiu, seu olhar não tinha mais brilho. Esse adolescente não conseguia enxergar seu pai como um pai, mas como um carrasco. Ali pudemos conversar com ele e orar e falar sobre o amor de Deus para com ele.
No evangelho de Mateus Jesus fala que se quisermos entrar no Reino dos céus devemos ser como crianças. Para saber como ser uma criança basta nos lembrarmos de nossa infância: de como éramos dependentes, puros e com uma visão inocentes. Então eu pergunto: Que lembrança da infância essas crianças terão quando se tornarem adultos? Se não intervirmos agora deixaremos com que essas crianças se tornem adultos problemáticos onde a recuperação será muito mais penosa e depois de crescidos esse versículo será difícil de se entender .
Eu e você temos o dever de restaurarmos aquilo que foi roubado. Deus nos deu essa autoridade. Você pode mudar essa situação. Talvez você não tenha a oportunidade de trabalhar pessoalmente com elas, porém existe um poder em suas mãos chamado oração.
Para terminar quero deixar uma frase que um amigo da base tem falado para nós todos os dias: “Existem pessoas perdendo suas vidas porque não estamos dispostos a perder a nossa” .
Fraternalmente,

domingo, 30 de maio de 2010

Há mais ou menos dois meses atrás eu e um grupo de amigos participamos de uma simulação da igreja perseguida chamada “Xtreme mission”. Foram três dias em uma floresta da cidade de Ponta grossa, onde enfrentamos frio de cinco graus. Nada de conforto, boa comida ou descanso. Foram dias em que realmente tivemos que viver sob os limites do nosso corpo. Ali tivemos a oportunidade de saber um pouco como é o dia-a-dia daquele que se arriscam a pregar o evangelho.
No último dia para chegar ao nosso último ponto tivemos que caminhar por quilômetros. Além de cansados, com peso nas costas por conta das nossas mochilas, tivemos que enfrentar a dor da fome. Éramos ao todo vinte e cinco pessoas que estavam vivendo a mesma realidade. No momento em que estávamos entrando em um vilarejo no meio do caminho encontramos uma goiabeira carregada de frutos que davam água na boca só de contemplar. Olhamos para um lado, olhamos para o outro e a cena era inacreditável: aquela árvore não tinha dono. Ela pertencia a quem passasse; quem quisesse se deliciar era só levantar as mãos, colher um fruto e se deleitar. A árvore estava carregada de frutos. Era tanta goiaba que todos puderam se saciar e ter forças para seguir o longo caminho que tínhamos pela frente. Era tanto fruto que deu o suficiente para nós e ainda sobrou para os futuros peregrinos.
Essa cena reflete o que nós como cristãos devemos ser. Se somos seguidores de Cristo devemos dar frutos: “Pelos seus frutos os conhecereis”. As nossas obras devem saciar a sede e a fome de um mundo que se encontra vazio. Devemos ser como a árvore que encontramos que não precisava de permissão para se colher. Qualquer pessoa que passasse tinha livre acesso. Hoje a nossa religiosidade estabelece limites e exibimos para todos as placas: propriedade particular, não toque! Escolhemos quem irá se alimentar.
O espírito de servo se esquece de impor limites.
É entrega total.
É alimentar e gerar mais frutos.
Sabendo que somos simples peregrinos nessa terra...

terça-feira, 25 de maio de 2010

Não quero pedras em minhas mãos
elas me ferem e me fazem pesar
machucam
o inocente alheio
Não quero ser escuridão
Quero ser poesia
Estar na maestria
Deixar os meus olhos brilharem
Sob o sol que aquece

Não quero estar preso
voar, cantar, gritar
Sem ter a vergonha
De me encantar

Missionário não é profissão!

Estamos em uma sociedade onde todas as instituições de influencia procuram preparar o público para a realidade do mercado de trabalho. Logo o estudar significa plano de carreira. Para o mundo não existe outro caminho se não for por esse.
Estar em uma base missionária não deixa de ser uma carreira, mas uma carreira que vai contra o movimento trabalhista que o mundo tem pregado. O profissional busca lucro, o missionário crescimento: crescimento do Reino de Deus, ampliar o evangelho a todas as nações.
Inserido no contexto missionário como estou, vejo que nem todo mundo vive sob essa mesma perspectiva. Muitos vão para essa vida porque em suas vidas “seculares” se frustraram e na falta de alternativas seguem tentam conquistar a vida de outra maneira. Outros são missionário no momento de suas atividades e quando esta acabam você não faz diferença entre o santo e o profano.
Eu não quero essa vida!
É fato que isso todo dia me seduz e que muitas vezes sou levado a crer que isso é uma verdade:
Não é isso que quero
Ser missionário é integral, vinte quatro horas por dia
Sem feriado
sem fins de semana
No ônibus, em casa, na escola
Fora das quatro paredes da igreja.
Ser missionário é ter um estilo de vida. É escolha e não obrigação. E sentir o mesmo prazer que Deus sente.